Alberto Santos=Dumont - Uma Homenagem ao Pai da Aviação

Demoiselle

Cartões Postais ECT

De Março a Junho de 1907 fez experiências com o aeroplano com asa de madeira n° 15, e com o dirigível n° 16, misto de dirigível e avião, mas desiste desses projetos por  não obter bons resultados.   O número 17 seria cópia do número 15.

Em  Setembro, no Rio Sena, faz experiências com o n° 18, um deslizador aquático.

Testa o primeiro modelo de um aeroplano em Novembro de 1907,  um pequeno avião apelidado pelos franceses de Demoiselle, devido a sua graciosidade e semelhança com as libélulas.  Todavia, durante as primeiras experiências, o "nº 19" sofreu um acidente, ficando seriamente avariado. Pesando 110 quilos, o Demoiselle era  uma aeronave com motor de 35 HP e estrutura de bambu.

Planta Lateral e Frontal

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Planta do Leme e Corpo
Planta Superior
Planta do Profundor

Em Dezembro de 1908 exibe um exemplar do Demoiselle na  Exposição Aeronáutica, realizada no "Grand Palais" de Paris.

Obtém o primeiro brevê de aviador, fornecido  pelo Aeroclube da França em Janeiro de 1909.

Aproveitando características e formato do "nº 19", foi criado o "Demoiselle nº 20". Sua fuselagem era construída de longarinas de bambu com juntas de metal e as asas cobertas de seda japonesa, tornando-o leve, transparente e de grande efeito estético.

Em Setembro do mesmo ano estabelece o recorde de velocidade voando a 96   km/h num ‘‘Demoiselle’’.   Faz um vôo de 18km, de Saint-Cyr ao  castelo de Wideville, considerado o primeiro reide  da história da aviação.

Pouso próximo ao castelo

Com esta pequena aeronave ele ia visitar amigos em seus Castelos, bateu recordes de velocidade e de distância de decolagem. 

Demoiselle - O nº 19 Demoiselle 19

O Demoiselle era um avião pequeno, de tração dianteira, com a hélice girando no bordo de ataque da asa alta de grande diedro, o leme e o estabilizador eram de contorno poliédrico, montados em uma estrutura em forma de cruz e unidos à fuselagem por meio de uma junta que permitia o movimento do conjunto em todas as direções.

O piloto ia sentado abaixo da asa logo atrás das rodas. O comando era composto por um volante que controlava, através de cabos, o conjunto leme/estabilizador. Os cabos de sustentação da asa e reforço de estrutura eram cordas de piano. Construido em apenas em quinze dias, o Demoiselle nº 19 tinha como fuselagem uma única haste de bambu, com seis metros de comprimento, e a asa era formada por uma estrutura simples.

O motor a explosão, de 20 hp, refrigerado a água, era de dois cilindros opostos e foi proje- tado pelo próprio Santos=Dumont e construido pela fábrica Dutheil & Chalmers. Possuia ainda um estabilizador na frente e embaixo do avião e dois lemes laterais situados logo abaixo da asas. Tais ítens foram logo abandonados, pois não contribuiram em nada para aumentar a estabilidade do aparelho.

Demoiselle 20
Demoiselle 20 sendo transportado

Posteriormete, Santos-Dumont alterou-o, desenhando novamente a asa para aumentar sua resistência e colocou um motor Antoniette de 24 hp na parte de baixo, entre as pernas do piloto, transmitindo o torque à hélice por meio de uma correia. Este ficou conhecido como nº 20 e foi descrito pela Scientific American de 12 de dezembro de 1908 como: "... de longe a mais leve e possante máquina desse tipo que jamais foi produzida.", e mais, "Um número de pequenos vôos foram feitos e não se apresentou nenhuma dificuldade particular em mantê-lo no ar.

Por causa do tamanho reduzido de seu monoplano, Santos-Dumont foi capaz de transportá-lo de Paris "para Sait-Cyr na parte traseira de um automóvel (...) Esta é a primeira vez que temos conhecimento de que um automóvel tenha sido usado para transportar um aeroplano montado, da cidade para um lugar apropriado no campo, onde o aviador pudesse levar adiante seus experimentos."

Demoiselle 21
Demoiselle

Ainda apresentando alguns problemas de estrutura e baixa potência, que Santos=Dumont tentou compensar, o modelo nº 21, possuia uma fuselagem triangular composta por três hastes de bambu e nova asa, mais resistente e de maior envergadura, além da redução no comprimento do avião. Retorna a solução inicial de motor de dois cilindros contrapostos, instalado sobre as asas, atuando diretamente sobre a hélice.

Sentado aos comandos
Demoiselle 22

O projeto do nº 22, era basicamente igual ao nº 21. Santos-Dumont apenas experimentou, nos dois modelos, vários motores de cilindros opostos e refrigerados a água, com potências variando entre 20 e 40 hp, constrídos por Dutheil & Chalmers, Clément e Darracq. Assim estes dois modelos demonstraram qualidades bastantes satisfatórias para a época, sendo produzidos em quantidade, uma vez que Santos-Dumont, por pincípios, jamais requereu patente por seus inventos.

Apresentou um exemplar do Demoiselle na Exposição Aeronáutica, realizada no Grand Palais  de Paris em Dezembro de 1907.

Santos Dumont obteve o primeiro brevê de aviador, fornecido  pelo Aeroclube da França em Janeiro de 1909.

Em Setembro do mesmo ano estabeleceu o recorde de velocidade voando a 96 km/h num ‘‘Demoiselle’’.   Fez ainda um vôo de 18km, de Saint-Cyr ao  castelo de Wideville, considerado o primeiro reide  da história da aviação.

 
Na neve Demoiselle de lado Assista um pequeno filme do Demoiselle
Arquivo voo1.mov (827 Kb)
Filme de uma Decolagem

             A 18 de setembro de 1909 realiza  seu último vôo em uma de suas aeronaves com um vôo rasante em cima da multidão sem segurar nos comandos.



                                Especificações Técnicas


Versão Básica

Última Versão

Motor: Dutheil et Chalmers Ou Daracq Dutheil et Chalmers
Potência: 30 CV 25 CV
Comprimento: 8,4 m 6,2 m
Envergadura:  5,1 m 5,5 m
Área alar:
10,0 m2
Peso Completo: 110 Kg 118 Kg
Velocidade: 80 Km/h 90 Km/h
Pouso e Decolagem:  80 metros de terreno gramado

 
Em pleno Vôo
Museu

Com os braços abertos ele segurava um lenço em cada uma das mãos os quais soltou e foram disputados aos pedaços.

Santos=Dumont não patenteou esta invenção, deixando as pessoas livres para fabricá-lo, tornando-se assim, o primeiro avião popular.

Além da França, outros países como Estados Unidos, Alemanha e Holanda também construíram o Demoiselle.

Santos=Dumont  deixou de voar em 1910 por motivos de saúde, quando foi diagnosticado estar com  esclerose múltipla.

DEMOISELLE NO MUSEU DE PARIS

Frente afastado
Traseira afastado
Frente do alto
Superior
Lateral
Superior - Asa
Superior - Asa - próximo
Lado - próximo
Cauda - Lado - próximo
Cauda - Superior - próximo
Asa - Inferior - próximo
Frente - Motor - próximo
Frente - Direita
Frente - Esquerda
Lado - Esquerdo
Carlinga
Carlinga - próximo
Trem de pouso

Réplica do Demoiselle

Em construção para exposição no "10° Salão do Inventor Brasileiro" - Vitória / ES
de 18 a 21 de Outubro de 2006
Responsável: Wagner J. F. Borges - www.inventar.com.br














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