Antônio Rodrigues Ladeira nasceu nesta cidade, em maio de 1867, tendo falecido, com apenas 55 anos de idade, em maio de 1922. Vitimou-o uma pneumonia gripal que não deu um instante de esperança, depois de instalada, a despeito dos esforços de seus médicos assistentes.
Fez seus primeiros estudos no Colégio Carlos Paulo Las Casas, em Juiz de Fora, completando-o no Externato do grande e festejado educador e mestre , Dr. Anderson, também em Juiz de Fora.
Foi Presidente da Câmara Municipal no período de 1898 a 1900, tendo exercido esta função com extremo rigor, em benefício do bem estar da cidade, abrindo mão de seus subsídios e porcentagens em favor da cauda pública.
Exerceu a Provedoria da Santa Casa, dois meses antes de seu falecimento, tomou uma iniciativa da campanha pública em favor do Hospital, cuja situação era precária, tendo subscrito pessoalmente a importância de 50 contos de réis. O total da campanha atingiu 71:619$000 que, não fosse a sua morte prematura, teria sido muito maior, dado o prestígio e estima de que gozava na cidade e fora dela.
Foi o idealizador da bela Av. Rui Barbosa, que surgiu da retificação do Rio das Posse que passava pelo terreno do grupo escolar. Antônio Ladeira enxergava o futuro da cidade e todos se orgulham da mais bela avenida da cidade, hoje enriquecida de magníficos prédios residências.
Homem de bom gosto, era um apaixonado pela música, criou e manteve às suas expensas uma orquestra da qual era exímio flautista.
Como industrial, Antônio Ladeira foi um dos fundadores da tradicional firma Companhia de lacticínios “Alberto Boeke”, uma das mais pujantes organizações industrias que chegou grandiosa e fecunda aos nossos dias . Era sócio da Companhia União Industrial, de Juiz de Fora, e da Companhia de Lacticínios, do Rio de Janeiro.
Em viagem de recreio e de estudos à Europa, trouxe de lá a idéia do aspecto arquitetônico do edifício do Clube Palmirense que ele construiu às sua expensas e sob sua administração pessoal. Constitui ainda hoje o edifício mais belo da cidade. Em seu testamento, ele o deixou para a Santa Casa de Misericórdia, instituição que era de sua especial predileção. Foi justa a fixação do seu nome à primeira rua da cidade.
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