Nestor Rodrigues de Oliveira nasceu em Itabira, em 21 de agosto de 1860, filho do farmacêutico Joaquim José de Oliveira, ali residente.
Aos quinze anos, seguiu para Ouro Preto, onde se graduou em Farmácia. Neste período, morou (“república”) com o estudante Afonso Pena, futuro Presidente da República.
Em 1887, propôs, numa representação, que se elevasse o distrito de João Gomes à condição de vila, com o nome de “Vila Independência”, proposta não aceita.
Exerceu o cargo de Intendente de Palmyra, de 2 de dezembro de 1891 a 7 de março de 1892, e como Presidente da Câmara em 1897. Exerceu por diversas vezes, as funções de Promotor de Justiça “ad hoc”, advogado provisório e Juiz de Paz. Foi, ainda, um dos fundadores da Loja Maçônica “União Palmyrense” e do Grêmio Dramático Literário.
Faleceu em 22 de julho de 1909.
Coube a Nestor Rodrigues de Oliveira – o inolvidável Capitão Nestor e um dos heróicos defensores do progresso de Palmyra – um sacrifício a mais, um gesto de amor à causa pública, autêntica imolação ao crescente progresso de Palmyra como intendente. Como vice-presidente não se candidatou às eleições, mas permaneceu firme no seu posto de forma a assumir a Intendência Municipal a 2 de dezembro de 1891, exercendo-a com proficiência a coragem até 7 de março de 1892.
Zeloso cumpridor de seus deveres, o Chefe Municipal Nestor Rodrigues de Oliveira também foi o zeloso Presidente da Intendência. Registram as crônicas que, ao fim de sua gestão, apresentou um relatório dos quase quatro meses de sua administração, em solenidade de posse da Câmara Municipal.
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